O Governo Municipal de São Miguel do Iguaçu publicou no Diário Oficial Eletrônico de quinta-feira, 06, o decreto nº 005/2022 que declara situação de emergência pública em razão do alto nível de estiagem e crise hídrica.

O documento leva em consideração as dificuldades extremas enfrentadas pelos produtores em geral (pastagens, cultivares, criadores de suínos, bovinos, aves, produtores de leite, hortifrúti e outros), devido à escassez de chuvas e aumento da temperatura, que tem prejudicado a produção e colheita, e o fato de que os produtores rurais, de toda cadeia produtiva primária, financiam junto às instituições bancárias a produção agropecuária e muitos não possuem o seguro agrícola e, devido à escassez de chuva e elevadas temperaturas não irão produzir o suficiente para sanar as dívidas.

‘Nosso município é essencialmente agrícola e nossa economia depende muito do agronegócio. Estamos muito preocupados com essa estiagem e vamos fazer tudo o que for possível para ajudar nossos agricultores’, afirmou o prefeito Motta.

Com esse decreto, os agricultores terão um maior suporte jurídico para renegociar financiamentos e parcelamentos adquiridos com os agentes financeiros, bem como o acionamento de seguro, para quem possuir o mesmo.

De acordo com o secretário municipal de Agricultura, Marcelo Alexandre, em algumas regiões da cidade as perdas na safra se aproximam dos 70%. ‘A colheita está bastante avançada e a produção gira em torno de 25 a 55 sacas por alqueire. Estimamos que na agricultura o produtor está deixando de faturar aproximadamente R$6.500,00 por hectare’, destacou.

Além da perda na safra, outros setores da produção também foram afetados, como por exemplo, a bacia leiteira e a pecuária. ‘ Para muitos produtores o milho nem deu corte de silagem, reduzindo assim significativamente o valor nutricional da alimentação dos animais e gerando uma grande redução na produção do leite, além das pastagens estarem em estado crítico’, lembrou o secretário.

A crise hídrica também castigou os produtores de frango e suínos, que precisaram de apoio do Governo Municipal para abastecer caixas d’água das propriedades. ‘O caminhão-pipa da prefeitura trabalhou o ano de 2021 inteiro socorrendo aviários e pocilgas. Teve casos onde poços artesianos com quase 200 metros de profundidade não deram conta de abastecer a propriedade. No último trimestre de 2021 a situação se agravou’, afirmou Marcelo Alexandre.

O decreto também autoriza órgãos e entidades do município a realizarem as comunicações necessárias às ações de conscientização da população quanto à economia e uso racional da água. ‘Temos que ter consciência e não desperdiçar água. Municípios próximos a São Miguel tiveram que fazer racionamento no ano passado e precisamos fazer a nossa parte’, lembrou o prefeito Motta.

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