O Governo Municipal de São Miguel do Iguaçu, por intermédio da secretaria de Saúde, e a 9ª Regional de Saúde de Foz do Iguaçu vão implantar o atendimento dos casos de médio risco em saúde mental, que são as maiores demandas do município.

Os detalhes do projeto foram tratados em encontro realizado na quarta-feira, 10, na sala de reuniões da prefeitura, com a presença de representantes do setor da 9ª Regional e da secretaria municipal de Saúde.

Os trabalhos serão desenvolvidos no local onde funciona a Clínica de Fisioterapia, antigo CAPS, com uma equipe formada por médicos, psicólogos e assistentes sociais.

Os pacientes que pertencem ao grupo de médio risco em saúde mental são pessoas que precisam de um cuidado especializado e ambulatorial. “São aqueles que precisam de atendimento individualizado com psicólogo, médico e assistente social. Também são os casos de vítimas de violência, de ansiedade e depressão patológica”, explica a psicóloga Karla Vendrusculo.

O Relatório Mundial de Saúde Mental de 2022, divulgado pela OMS (Organização Mundial da Saúde), traz dados alarmantes sobre a piora dos transtornos mentais em todo o mundo, com aumento superior a 25% dos novos casos de depressão e ansiedade. A edição deste ano é, segundo a OMS, “a maior revisão da saúde mental mundial desde a virada do século”.

As estatísticas apontam que cerca de 5% da população brasileira sofre de algum transtorno mental. “Se formos trazer esses números para São Miguel do Iguaçu, podemos deduzir que cerca de 1,5mil pessoas tem algum episódio dessa doença. Sem contar ansiedade e outros transtornos, além de sofrimentos que não se enquadram nesse, como dificuldades familiares, luto, etc”, informa a psicóloga e gestora da Rede de Proteção da Criança e do Adolescente do município, Vanessa Tramontin da Soler.

A coordenadora da 9ª Regional de Saúde Mental, Alessandra Elisa Gromowski, disse que esse encontro serviu para pensar em estratégias de implantação desse programa em São Miguel para atender essa população. “Vamos trabalhar ações de prevenção à saúde mental e, aliado a isso, o acompanhamento desses pacientes”.

O coordenador do Centro de Apoio Psicossocial (CAPS) de São Miguel do Iguaçu, João Carlos Felisberto, destacou que essa reunião foi fundamental para a saúde mental do município. “A demanda desse público é muito grande na secretaria de Saúde e que precisa de uma atenção maior”.

A secretária municipal de Saúde, Eloni Terezinha Conzatti Queiroz, contou que vai ser um grande avanço no cuidado dos pacientes que estão no grupo de médio risco em saúde mental, algo inédito em São Miguel. “A saúde mental das pessoas precisa de um cuidado maior porque os casos se agravaram, principalmente com a pandemia da Covid-19”.

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO, IMPRENSA E MIDIA SOCIAL

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