Desde o fim da tarde de quinta-feira (26), a chuva não deu trégua em São Miguel do Iguaçu. Até às 17h30 de hoje (27), os pluviômetros automáticos da Defesa Civil haviam registrado 182 milímetros de chuva na cidade, até entao o maior volume do Estado, segundo o Cemaden – Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais.

 

Mesmo com tanta chuva, as cerca de 180 famílias ribeirinhas que moram nos bairros Santa Catarina, Sagrado Coração de Jesus e Jardim Social não foram atingidas. Isso porque, há mais de três semanas equipes da prefeitura trabalham com duas escavadeiras hidráulicas retirando lama e lixo de dentro dos rios Leão e Pinto, que cortam a cidade. Os pontos considerados críticos já foram solucionados. Agora, o serviço está concentrado na parte mais baixa da Rua Marechal Cândido Rondon.
A estimativa é de que a dragagem leve mais 30 dias para ficar pronta, conforme o secretário de Obras e Viação, Orivaldo Malaggi. Serão mais de 3,5 quilômetros de extensão desassoreados.

 

Na Rua Floresta, onde o trabalho de dragagem ainda não chegou, o rio Pinto transbordou. A ponte que da acesso ao Bairro Santa Luzia e Linha São Lourenço ficou interditada por quatro horas e o trânsito foi desviado pela Guarda Municipal para o acesso da BR-277. Três famílias tiveram suas casas alagadas e foram removidas pela Defesa Civil para abrigos temporários.

 

No rebaixamento da Rua Duque de Caxias, segundo a Defesa Civil, apenas uma residência foi atingida pela cheia do Rio Pinto, mas a família não quis ser deslocada.
A enxurrada inundou um poço artesiano da Sanepar. É o maior poço de abastecimento da cidade, que fornece água para a região central e demais bairros próximos ao centro. Por isso, a Sanepar pede que os moradores economizem água pois há risco de racionamento. Enquanto a chuva não cessar, não será possível religar a bomba d’água.

 

Às 17:00 horas, o Cemaden emitiu alerta vermelho para o risco de mais precipitações na região.

 

Conscientização – Ainda na quinta-feira (26), enquanto a equipe da Assessoria de Comunicação da Prefeitura acompanhava uma emissora de TV que registrava o resultado do serviço de dragagem, muito lixo foi encontrado novamente dentro do rio, onde a dragagem já havia sido concluída há mais de 10 dias. Caixas de leite, latas, chinelo e até um carrinho de bebê foi deixado dentro do rio.

 

A Administração Municipal pede a colaboração da população para que separe devidamente o lixo doméstico e coloque à disposição dos caminhões de coleta. “Quando as máquinas terminarem o serviço, nós pretendemos fazer um trabalho de conscientização com alunos das escolas municipais para tentar reduzir a quantidade de lixo que está sendo despejada nos rios. Junto com as escolas queremos também efetuar a revitalização das margens (dos rios)”, explicou o secretário de Obras.  

 

 

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO
Atualizado às 17h58
Josnei Wolfart


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