Cerca de mil famílias do Movimento dos Sem Terra – MST estão acampadas em São Miguel do Iguaçu. A área onde os barracos foram instalados fica à margem da BR-277, próximo ao pedágio, onde hoje está o Assentamento Companheiro Antônio Tavares.

 

Nesta semana, representantes dos acampados reuniram-se com o prefeito Claudio Dutra para apresentar a demanda de serviços públicos básicos e solicitar melhorias ao acampamento. O encontro foi na terça-feira (22), no gabinete do prefeito. Participaram do encontro, secretários municipais, vereadores e onze representantes dos acampados.

 

“Nosso diálogo com o prefeito é no sentido da prefeitura se preparar e poder nos apoiar na parte da saúde, educação e produção para que as famílias que estão acampadas possam se organizar e ter minimamente atividades condizentes com aquilo que diz respeito a seus direitos”, disse Nildemar Gonçalves da Silva, membro da coordenação estadual do MST.

 

O grupo pede que o Município providencie o fornecimento de energia elétrica, abastecimento de água, atendimento básico de saúde – com um médico por semana e equipamentos internos de medição de glicemia e press, coleta de lixo, melhoria e cascalhamento dos acessos, óleo diesel para o cultivo da terra e transporte escolar para as crianças.

 

Em resposta, o prefeito Claudio Dutra afirmou que as prefeituras do Paraná sofrem com a redução de recursos e com a crise do país, mas que o Município irá providenciar os serviços essenciais. “Tivemos uma boa conversa que serviu para nos interarmos das necessidades das famílias acampadas. São aspectos que iremos resolver conforme a lei nos permite”, pontuou Dutra.

 

Ontem, durante reunião com os secretários municipais, Dutra determinou as responsabilidades a cada secretário para o atendimento pertinente a cada pasta. Foram providenciados aos acampados os serviços de coleta de lixo, transporte escolar, vagas em escolas municipais, fornecimento de energia e canos para o abastecimento de água.

 

Acampados – O grupo de 3 mil acampados do MST que está em São Miguel do Iguaçu é formado por famílias que vieram de diversas cidades da região oeste e de outras cidades do Paraná. O número deve aumentar.

 

Conforme a coordenação do MST, o objetivo é concentrar até 1400 famílias e pressionar o Governo Federal para que cumpra a promessa de assentar todas as famílias acampadas até 2018. Os líderes ainda não sabem até quando o acampamento vai ficar instalado no local. “Estamos no aguardo que o INCRA nos indique áreas de terra que estão em aquisição ou desapropriação para que as famílias sejam alocadas”, finaliza Nildemar Gonçalves da Silva.

 

 

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO

Josnei Wolfart – MTE 10.009/PR

Publicado às 11h53


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