Representantes do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR) apresentaram para o Governo Municipal de São Miguel do Iguaçu na última sexta-feira, 03, um projeto que visa conhecer o manejo da fertilidade do solo para produção sustentável de grãos no Oeste do Paraná.

O objetivo é realizar um levantamento da fertilidade atual dos solos da microbacia do Rio Ocoí na região e comparar as recomendações de adubação baseadas em critérios técnicos com aquelas feitas pelo produtor, muitas vezes até mesmo sem se basear em análise do solo.

Além disso, o programa visa criar um aplicativo de recomendação de adubação para soja na região Oeste do Paraná, inclusive com opção de recomendar dejetos de animais como fertilizantes.

O pesquisador do IDR-Paraná, Luiz Antônio Zanon Junior, contou que esse projeto compreende um prazo de execução de três anos na Bacia do Rio Ocoi com recursos da Itaipu Binacional. “O município de São Miguel do Iguaçu possui 33% da área de solo nessa bacia e, por isso, vamos concentrar as primeiras ações do projeto aqui”, informa Luiz.

O próximo passo será o levantamento de agricultores interessados na participação do projeto. “Vamos coletar informações no solo dos agricultores participantes do projeto e, posteriormente, apresentar o laudo para a realização do monitoramento da sua fertilidade. Tudo sem custo nenhum para o produtor” completa o pesquisador Luiz.

Esses resultados vão compor um banco de dados para posterior levantamento do que precisa ser realizado nessas regiões. Numa etapa seguinte haverá um trabalho de conscientização sobre aplicação de critérios técnicos para recomendação de dejetos de aves e suínos, comuns nessa região.

O IDR-Paraná já realizou um levantamento prévio na Região Oeste e constatou que a maioria das áreas está com níveis muito altos de fósforo e potássio. “Com critérios técnicos podemos orientar os agricultores dessas áreas sobre a redução do uso desses fertilizantes. Em locais de excesso pode ser deixado de aplicar esses produtos trazendo uma economia para o agricultor e posterior benefício ao meio ambiente”, destaca Luiz.

Para o secretário municipal de Agricultura, Marcelo Alexandre, um projeto muito interessante e que deverá ter o apoio do Governo Municipal. “O município vai fazer um levantamento de quais produtores tem intenção de participar e encaminhar à equipe do IDR para visitação a essa propriedades”.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Evandro Ghellere, disse que é um projeto necessário porque observa que alguns agricultores não se utilizam desses dejetos de forma correta e acabam depois comprando o adubo químico. “O fertilizante é o próprio dejeto de ave e suíno que está à disposição gratuitamente na propriedade do agricultor que produz aves e suínos”.

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