São Miguel do Iguaçu sediou na última sexta-feira (31) uma capacitação de orientação para profissionais que estão diretamente ligados ao atendimento de crianças e adolescentes. Participaram professores e funcionários da rede municipal de educação, diretores e coordenadores pedagógicos da rede estadual de ensino, agentes comunitários de saúde, CRAS, CREAS, Conselho Tutelar, Escola de Pais, conselhos municipais dos direitos das crianças e adolescente, de assistência social e dos direitos do idoso, Projovem, Clube de Mães, CAPS, NASF, CITEL, Secretaria de Saúde, Ministério Público e centro municipais de educação infantil.

 

O prefeito Claudio Dutra fez a abertura do encontro. A palestra "Identificando a criança e adolescente vítima de violência" foi ministrada pela Sargento Tânia Mara Guerreiro, de Curitiba.

 

A palestrante tem mais de trinta anos de serviço junto à Polícia Militar do Paraná atuando na área de pedofilia, graduada em licenciatura em pedagogia e pós-graduada em metodologia de enfrentamento à violência contra a criança e o adolescente pela PUC, foi membro da Interpol e recebeu certificados de menção honrosa e como comendas militares por 30 anos de serviços prestados com conduta exemplar. 
“Se eu vim até aqui é porque o prefeito e o Ministério Público estão preocupados com as crianças aqui da cidade. Quem dera se todos os municípios seguissem este exemplo”, disse a sargento.

 

Em sua apresentação, ela abordou situações comuns que acontecem no dia a dia dentro de casa. Tânia Guerreiro alertou os presentes quando às características do pedófilo. “Quem é o pedófilo, como ele age, quantos tipos de pedófilo existe, por que ele se atrai por criança, qual é a preferência de faixa estaria, a pedofilia no mundo, a legislação de combate à pedofilia e como a criança abusada se comporta: isso tudo eu explanei aqui”, citou.

 

Antes da palestra, os convidados assistiram a um espetáculo de teatro da Compania Sou Arte de Campo Mourão. Com título “Lobo em pele de cordeiro”, a apresentação retratou a vida de um menino que, pela ausência da mãe, encontra um amigo pela internet, mas não sabe que aquele amigo seria responsável por roubar-lhe a inocência. De forma lúdica, a peça levou ao público uma realidade muito dura com um final que chocou o público.

 

De acordo com o último relatório do Conselho Tutelar, somente neste ano, de janeiro a agosto, foram registradas 62 denúncias de abuso sexual no município. Para a primeira-dama e secretária de Assistência Social, Serli dos Reis Dutra, disse que as apresentações comoveram, pois evidencia a violência que, na maioria das vezes, deixa os agressores impunes. “Sabemos que a realidade em nosso Município é sério. Trouxemos esta palestra para deixar todos atentos. Precisamos ficar ligados nas reações e no comportamento das nossas crianças e adolescentes para que os casos sejam identificados. Deste dia em diante, tenho certeza que todas as pessoas que estão envolvidas no atendimento direto das crianças estão mais preparadas”, pontuou Serli. Ela também acredita que o número de casos de violência sexual infantil aumentem nos próximos meses, devido ao treinamento de identificação dos casos.

 

“Apesar de todas as campanhas, providências e alterações legislativas, o número de casos de exploração infantil continua o mesmo, senão aumentando. Por isso é importante o desenvolvimento conjunto, entre prefeituras e Ministério Público, para que os casos diminuam e as pessoas se conscientizem da responsabilidade de cada um”, acredita Alex Fadel, promotor de justiça da comarca. Ele também explanou sobre o que diz a lei para punir agressores e métodos para denunciar situações suspeitas.

 

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO

Publicado às 12h51

 


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