A equipe da Vigilância em Saúde de São Miguel do Iguaçu está realizando no Município um estudo de emergência e dispersão da Leishmaniose Visceral Canina.

Os vetores da leishmaniose visceral são insetos denominados flebotomíneos, conhecidos popularmente como mosquito palha, tatuquiras, birigui, entre outros. O mosquito adapta-se facilmente ao peridomicílio e a variadas temperaturas, podendo ser encontrada no interior dos domicílios e em abrigos de animais domésticos.

A atividade dos flebotomíneos é crepuscular e noturna. No intra e peridomicílio, o mosquito é encontrado, principalmente, próximas a uma fonte de alimento. Durante o dia, estes insetos ficam em repouso, em lugares sombreados e úmidos, protegidos do vento e de predadores naturais.

O método de diagnóstico realizado está sendo o sorológico, a equipe vai até os pontos demarcados com a presença do vetor e coleta material biológico dos cães (coleta de sangue), sendo de grande importância a colaboração da população em autorizar a coleta. O material coletado é processado no município e encaminhado para o Laboratório do Estado para realização do exame.

Até o momento foram coletadas 183 amostras, em dois pontos do município, sendo eles na região do centro próximo ao CTG Querência Amada e no Bairro São Cristovão – Área Verde.

A doença no cão é de evolução lenta e início insidioso. A leishmaniose visceral canina é uma doença sistêmica severa cujas manifestações clínicas estão intrinsecamente dependentes do tipo de resposta imunológica expressa pelo animal infectado. O quadro clínico dos cães infectados apresenta um espectro de características clínicas que varia do aparente estado sadio a um severo estágio final.

De acordo com o Médio Veterinário, Geovane Lourenço da Silva, a Leishmaniose visceral canina (LVC) apresenta lesões cutâneas, principalmente descamação e eczema, em particular no espelho nasal e orelha, pequenas úlceras rasas, localizadas mais frequentemente ao nível das orelhas, focinho, cauda e articulações e pêlo opaco. Nas fases mais adiantadas da doença, observa-se, com grande frequência, onicogrifose, esplenomegalia, linfoadenopatia, alopecia, dermatites, úlceras de pele, ceratoconjuntivite, coriza, apatia, diarréia, hemorragia intestinal, edema de patas e vômito, além da hiperqueratose. Na fase final da infecção, ocorre em geral a paresia das patas posteriores, caquexia, inanição e morte. Entretanto, cães infectados podem permanecer sem sinais clínicos por um longo período de tempo.

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO, IMPRENSA E MÍDIA SOCIAL


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